Sempre estive a observa-lhe, cada gesto de
Raiva e de ódio que fazia quando te esqueciam,
Quando a oprimiam
Sempre fadada a rejeição, fadada a incompreensão
Falavam de ti comparando-a com um fantasma
És fruto do caos, possui uma aura negra
Um manto que a envolve contra sentimentos puros
Gerada no lodo, adquiriu toda impureza
Que podes imaginar...
[Consegues ver que estou a olhar-te profundamente?]
Não se preocupe pobre infeliz, farei estas últimas
Migalhas de compaixão que restam em seu peito desaparecem
Agora sinta o ressonar de nossas almas
Sou um fantasma, tiraram-me deste mundo injustamente
Cruelmente fizeram meu corpo sucumbir
Vês? Voltei do mundo dos mortos para coexistir contigo
E tu? Tu és a maldade personificada, contigo encontrarei
Minha tão desejada vingança
O que ganharás? Deves estar se perguntando
Tu finalmente saciará sua sede por sangue e dor
Não me olhes dessse jeito, Oh! Eu posso sentir suas
Reais intenções para com este mundo apodrecido
Não mais precisa fingir ser uma boa garota
Ninguém te aceitará, és um desastre natural
Nem bem viveu e já está corrompida
Vamos, aceite-me como sua nova força
Tu torna-se-á um belo carrasco para
Esta frustrante realidade que nos envolve
Pode gritar, sinta-me dentro de ti
[Agora somos uma só]
A partir daquele momento tornei-me um ser
Malígno completamente
Consegui expor minha real índole
A todos que viviam comigo, fiz com que conhecessem
Um pouco da dor e da decadência que sempre estiveram
Vivas em mim...
Gritos de socorro, pedidos de clemência ecoam até mim
Mas agora é muito tarde, encontrei o meu caminho
Um obscuro e amaldiçoado caminho o qual estarei
Encarcerada até o fim de meus dias
Mas não estou só, Lélia está comigo
Ela que me fez despertar para meus propósitos nesta terra
Com minhas roupas ungidas de sangue continuarei
Perseguindo cada emoção, cada fluir de pureza
O mundo não precisa disto, enfim, terão seu fim!
segunda-feira, 5 de abril de 2010
Beijo do fim
Contemplamos o mesmo céu macilento
Nas noite vivemos as mais doces venturas
De enlevo sentíamos nossos lábios tremer
Meu amado, levaram-no de mim cruelmente
Neste mesmo lugar em que meus pés descalços
Permanecem a caminhar a sua procura
Meu corpo está a ficar frágil, mas sem desistir
Ficarei a esperar a lua luzir mais uma vez
Continuarei mirando a neblina que nos entorpecia
Enquanto tocava-me a face
Ainda ouço seus passos, continuo escutando
Sua voz ardente a me chamar
[Será um sonho tudo que vivemos?]
À beira do abismo tu me aparece sedento de amor
Me pedes um beijo...
Será que estou a delirar?
É tão real, sua pálida face com um sorriso
Me envolve plenamente
Meus pés caminham em sua direção, na direção
Deste abismo...
Tu me diz para nada temer, e nos beijamos enfim,
Mas foi o beijo do fim
Meu corpo cai lentamente e as minhas memórias
Dei adeus finalmente...
Nas noite vivemos as mais doces venturas
De enlevo sentíamos nossos lábios tremer
Meu amado, levaram-no de mim cruelmente
Neste mesmo lugar em que meus pés descalços
Permanecem a caminhar a sua procura
Meu corpo está a ficar frágil, mas sem desistir
Ficarei a esperar a lua luzir mais uma vez
Continuarei mirando a neblina que nos entorpecia
Enquanto tocava-me a face
Ainda ouço seus passos, continuo escutando
Sua voz ardente a me chamar
[Será um sonho tudo que vivemos?]
À beira do abismo tu me aparece sedento de amor
Me pedes um beijo...
Será que estou a delirar?
É tão real, sua pálida face com um sorriso
Me envolve plenamente
Meus pés caminham em sua direção, na direção
Deste abismo...
Tu me diz para nada temer, e nos beijamos enfim,
Mas foi o beijo do fim
Meu corpo cai lentamente e as minhas memórias
Dei adeus finalmente...
quarta-feira, 31 de março de 2010
Escape
Sociedade não envolvente,
Humanóides que vivem cegamente
Abraçando a solidão eles esquecem
Do mundo e se perdem em si mesmos
Dor que os consome lentamente, a falsa sensação
De domínio da situação os ludibria ainda mais
Sem perceber acabam por criar uma maior
Distância entre o sonho e o real
Vivem em seus próprios mundos ao invés de lutar
Por um lugar na multidão
"Por quê? Pra quê? Me deixem em paz"
Respostas vazias, sem emoções pois guardaram
Todo sentimento a sete chaves num coração
Machucado coberto pela cólera da rejeição
Escapam do convívio intraespecífico incansavelmente
Almas obscuras que encontram na noite
Uma possível redenção para suas tristezas
Humanóides que vivem cegamente
Abraçando a solidão eles esquecem
Do mundo e se perdem em si mesmos
Dor que os consome lentamente, a falsa sensação
De domínio da situação os ludibria ainda mais
Sem perceber acabam por criar uma maior
Distância entre o sonho e o real
Vivem em seus próprios mundos ao invés de lutar
Por um lugar na multidão
"Por quê? Pra quê? Me deixem em paz"
Respostas vazias, sem emoções pois guardaram
Todo sentimento a sete chaves num coração
Machucado coberto pela cólera da rejeição
Escapam do convívio intraespecífico incansavelmente
Almas obscuras que encontram na noite
Uma possível redenção para suas tristezas
quarta-feira, 10 de março de 2010
Máscara
[O que você roubou de si mesmo?]
Se escondeu para ofuscar suas tristezas
Odiou com medo de acreditar no amor
Correu pra bem longe para que não
Percebessem que estava sangrando
Sofreu por ser ingênuo e crédulo
Encontrou o amor num abismo e não
Mais conseguiu subir
Por que continuas sem esperança?
Esconde seu belo e verdadeiro Eu numa
Máscara cética e pessimista...
O que achas que conhece do mundo? Ham?
Tu tens muito a descobrir...
Eu só queria vislumbrar seu verdadeiro Eu,
Amar-te por inteiro...
Se olhar nos meus olhos, talvez consiga
Sentir a verdade que tanto teme em mirar...
Se escondeu para ofuscar suas tristezas
Odiou com medo de acreditar no amor
Correu pra bem longe para que não
Percebessem que estava sangrando
Sofreu por ser ingênuo e crédulo
Encontrou o amor num abismo e não
Mais conseguiu subir
Por que continuas sem esperança?
Esconde seu belo e verdadeiro Eu numa
Máscara cética e pessimista...
O que achas que conhece do mundo? Ham?
Tu tens muito a descobrir...
Eu só queria vislumbrar seu verdadeiro Eu,
Amar-te por inteiro...
Se olhar nos meus olhos, talvez consiga
Sentir a verdade que tanto teme em mirar...
sábado, 20 de fevereiro de 2010
Calêndula
Numa manhã cheirosa
Tu estavas a perfumar meu ser
Calêndula, flor abençoada que cicatrizou
Minha chaga do coração
Seu amor puro e doce se tornou
A mais bela sinfonia...
Tocando seus lábios virginais te sinto
Cada vez mais perto do meu coração
As horas continuam a passar, mas decidi
Ficar parado a te esperar
Sentindo o amor nascer, quero ficar
A admirar seu sorriso mais uma vez
Não se perca no caminho de volta
Prantearei sua imagem angelical
Em minha fronte que se perde toda
Vez que lembra de ti
Em meus sonhos caminho ao seu lado
Num mágico jardim de calêndulas
Que nos envolve num sentimento pleno
Quando voltares, esta bela flor poderá
Se abrir novamente...
Tu estavas a perfumar meu ser
Calêndula, flor abençoada que cicatrizou
Minha chaga do coração
Seu amor puro e doce se tornou
A mais bela sinfonia...
Tocando seus lábios virginais te sinto
Cada vez mais perto do meu coração
As horas continuam a passar, mas decidi
Ficar parado a te esperar
Sentindo o amor nascer, quero ficar
A admirar seu sorriso mais uma vez
Não se perca no caminho de volta
Prantearei sua imagem angelical
Em minha fronte que se perde toda
Vez que lembra de ti
Em meus sonhos caminho ao seu lado
Num mágico jardim de calêndulas
Que nos envolve num sentimento pleno
Quando voltares, esta bela flor poderá
Se abrir novamente...
quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010
Luar de Esquecimento
Luar de esquecimento, faz da minha alma
Um poço vazio...
Lânguido olhar perdido em tristezas
Quem pensas que é para roubar de mim
O sentido de viver?
Minha pele descora com o brilho opressor da lua
A morte ao meu lado me envolve, dessa chaga
Ardente quero me libertar
Não passa de um devaneio de meu cérebro
Que em desconcerto é abatido...
Nas tuas mãos fui apenas uma marionete
Sufocou-me com ardor
Tirou-me toda a liberdade existente...
Agora que tu fostes de mim...estou vulnerável
Meu corpo é atraído pela dor deixada...
Luar de esquecimento faça todas
Essas lembranças se apagarem...
Em paz quero deixar essa terra que tudo me tirou...
Um poço vazio...
Lânguido olhar perdido em tristezas
Quem pensas que é para roubar de mim
O sentido de viver?
Minha pele descora com o brilho opressor da lua
A morte ao meu lado me envolve, dessa chaga
Ardente quero me libertar
Não passa de um devaneio de meu cérebro
Que em desconcerto é abatido...
Nas tuas mãos fui apenas uma marionete
Sufocou-me com ardor
Tirou-me toda a liberdade existente...
Agora que tu fostes de mim...estou vulnerável
Meu corpo é atraído pela dor deixada...
Luar de esquecimento faça todas
Essas lembranças se apagarem...
Em paz quero deixar essa terra que tudo me tirou...
segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010
Cólera Infernal
Destrancaram a cela perdida
Agora estou à solta...
Estou sendo guiado por sentimentos impuros
Num mundo onde o pecado tomou conta,
É o lugar perfeito para disseminar minha cólera...
Infectando até a última criatura...
Ninguém sairá vivo deste inferno...
[Nenhum caminho te salvará]
Raça imunda chamada "ser humano"...
Vocês são minhas presas favoritas...
O desejo culmina com a vontade de matar
[Ninguém se salvará]
Sigam em frente, corram até o fim...
De nada adiantará, a decadência não perdoa
Agora apreciem o caos ao redor...
Todos verão o fim...
Meu prazer é ver o medo alheio
Quanto mais imploram pela vida, mas
Satisfação sinto em destruir...
Agora estou à solta...
Estou sendo guiado por sentimentos impuros
Num mundo onde o pecado tomou conta,
É o lugar perfeito para disseminar minha cólera...
Infectando até a última criatura...
Ninguém sairá vivo deste inferno...
[Nenhum caminho te salvará]
Raça imunda chamada "ser humano"...
Vocês são minhas presas favoritas...
O desejo culmina com a vontade de matar
[Ninguém se salvará]
Sigam em frente, corram até o fim...
De nada adiantará, a decadência não perdoa
Agora apreciem o caos ao redor...
Todos verão o fim...
Meu prazer é ver o medo alheio
Quanto mais imploram pela vida, mas
Satisfação sinto em destruir...
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