segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Planeta Furtarez

Lugar mágico embebido
De fantasias e sonhos
Emoções e sentimentos profundos
Que motivam a alma...

Esconderijo de paz onde
Me encontro com meu âmago
Escapando da banalidade do mundo real,
Quero continuar voando neste céu vívido

Envolvida por sensações inacreditáveis
Continuarei aqui por mais um tempo...
Purificando este meu coração tumultuado
Por energias pesadas

Aqui não há solidão, existe uma deliciosa
Liberdade que me faz flutuar e descobrir
Que ainda é possível mudar o que os terráqueos
Chamam de imutável...

Experimentando um pouco de emoção
Ao invés da razão

Permitindo ser contagiada pelo doce amor...
Vivendo a arte de transformar a dor em felicidade

[Construindo o real significado das coisas]

Mundo Distorcido

Mundo distorcido, velado por mentiras
Que ofuscam a verdade temida...
Humanos que se assemelham a seres bestiais,
Destroem sua própria espécie voluntariamente

Maquiavelicamente transformam o ódio
Em essência para ferir e dissimular
[Até quando vão viver subjulgando?]

Aos poucos o restante de sanidade e cadência
Que possuem está se esvaindo...
Convulsivamente questionamos
Nossas derrotas e existências...

Não há pra onde fugir, fomos tomados
Pela mediocridade que ronda incessantemente...

Estamos encarcerados
Neste mundo
esmagador...

Regidos pela lei do mais forte, esse é o fardo
Que inevitavelmente carregamos
Vivemos o dilema de quebrar nossos próprios
Limites ou ficar para trás...

Optar entre dissimular ou ser sincero
Temos de escolher a todo instante...
É preciso despertar os olhos da alma, ou
Ficaremos eternamente ludibriados...

Só o tempo mostrará o futuro deste mundo incerto
Enquanto isso vamos continuar a existir neste teatro
Admitindo uma postura cética

domingo, 20 de dezembro de 2009

Boneca do caos

Toque-me lentamente...
Sinta meu corpo gélido e trêmulo
Te envolverei aos poucos no caos infindo
Minha inocente criatura

Espelhos por toda a parte
Refletindo sua alma e coração puros
Tão casta, tão ingênua

Fuja de seu mundo vazio
Venha até mim, tomarei sua existência...

Desperte para um novo mundo
Somente a noite para você...possuirás a lua,
Possuirás as estrelas

Não terás medo, não mais irá chorar...
Serás imortal doce jovem...

E a porta se fecha...

[Tire-me daqui!]

És tarde, caistes na ilusão do desconhecido
Adormeça e não terá que ver
O torturante marchar das horas...

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Espectro da Lamúria

Gritos sobre o teto de um quarto
Perdido nos escombros da casa do caos
Vejo sorrisos psicopatas simulando o
Sadismo prazeroso

Tudo está escuro... [não há ninguém aqui]

Ritual de almas desconcertadas permanecem incediando
Minha visão com chamas negras
[Continue amedrontada]

Andando para além do imaginável é o que me resta
Como um espectro sou tomada pela lamúria, tudo se foi...
Só restou minha evasão do mundo dos vivos
Minha voz se perdeu entre os gritos convulsos

Vem brincar comigo?

[Ninguém está aqui]

sábado, 12 de dezembro de 2009

Desapego

Me apegando a sentimentos incertos,
Rasgando até o último vazio que havia dentro de mim
Foi o que fiz...

Não mais importa o que de bom ou ruim te aconteceu...
Meu coração agora pode bater sem a ajuda desse amor de ilusão

Sem você eu posso caminhar com os pés descalços sem temer a dor
Sua existência foi um apego doloroso que insisti em preservar

Inutilmente deixei que meu coração transbordasse de esperanças e
De sonhos
que aos poucos foram se desfazendo em mágoas e decepções

Com minha alma em paz vou caminhando no sentido do nascer da luz
Que irradia meu corpo de vivacidade


quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Lady Darkness

Olhos fitados no horizonte invisível...
Emoções inabaláveis
Olhar frio e fulminante
Que causa dor e distância

Longos cabelos negros que dançam
Com o vento incontrolável da noite
Que demora a ter fim

Munida de apatia, caminha espalhando
Medo e incerteza
Vivendo, sentindo e emanando
Somente a dor

Olhos sem lágrimas
Bela face sem sorriso que denuncia
Uma imutável expressão

Perdida no tempo e no espaço
Continua a viver no mesmo lugar
Em que tudo se perdeu...
No mesmo lugar em que seu
Coração se congelou...

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Berço de mentiras

Palavras sem sentido faladas
Por pessoas que nada sabem sobre o amor
Sentimentos forjados somente para ludibriar

Mentiras cobertas com o doce da verdade tão almejada
Olhos benevolentes à primeira vista, mas mortais por trás
Gritos de culpa numa mente distorcida e cínica
Aumentam cada vez mais

Manifestos contra a falsidade,
Contra toda hipocrisia surgem dentro de mim

Segure toda essa falsa compaixão,
Guarde seu veneno e vá pro inferno

Até que você descubra o sentido da verdade
Sua existência irá se extinguir
Pobres coitados os que caem
Na ilusão de um olhar amável

Pobres coitados aqueles
Que nada sabem sobre o mal
Inocentes que enxergam
A projeção de uma imagem turva
Desconhecem o perigo e andam
De mãos dadas com a destruição