quarta-feira, 31 de março de 2010

Escape

Sociedade não envolvente,
Humanóides que vivem cegamente

Abraçando a solidão eles esquecem

Do mundo e se perdem em si mesmos

Dor que os consome lentamente, a falsa sensação
De domínio da situação os ludibria ainda mais
Sem perceber acabam por criar uma maior
Distância entre o sonho e o real

Vivem em seus próprios mundos ao invés de lutar
Por um lugar na multidão
"Por quê? Pra quê? Me deixem em paz"
Respostas vazias, sem emoções pois guardaram
Todo sentimento a sete chaves num coração
Machucado coberto pela cólera da rejeição

Escapam do convívio intraespecífico incansavelmente
Almas obscuras que encontram na noite
Uma possível redenção para suas tristezas

quarta-feira, 10 de março de 2010

Máscara

[O que você roubou de si mesmo?]

Se escondeu para ofuscar suas tristezas
Odiou com medo de acreditar no amor
Correu pra bem longe para que não
Percebessem que estava sangrando

Sofreu por ser ingênuo e crédulo
Encontrou o amor num abismo e não
Mais conseguiu subir
Por que continuas sem esperança?

Esconde seu belo e verdadeiro Eu numa
Máscara cética e pessimista...
O que achas que conhece do mundo? Ham?
Tu tens muito a descobrir...

Eu só queria vislumbrar seu verdadeiro Eu,
Amar-te por inteiro...
Se olhar nos meus olhos, talvez consiga
Sentir a verdade que tanto teme em mirar...

sábado, 20 de fevereiro de 2010

Calêndula

Numa manhã cheirosa
Tu estavas a perfumar meu ser
Calêndula, flor abençoada que cicatrizou
Minha chaga do coração

Seu amor puro e doce se tornou
A mais bela sinfonia...
Tocando seus lábios virginais te sinto
Cada vez mais perto do meu coração

As horas continuam a passar, mas decidi
Ficar parado a te esperar

Sentindo o amor nascer, quero ficar
A admirar seu sorriso mais uma vez

Não se perca no caminho de volta
Prantearei sua imagem angelical
Em minha fronte que se perde toda
Vez que lembra de ti

Em meus sonhos caminho ao seu lado
Num mágico jardim de calêndulas
Que nos envolve num sentimento pleno

Quando voltares, esta bela flor poderá
Se abrir novamente...

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Luar de Esquecimento

Luar de esquecimento, faz da minha alma
Um poço vazio...
Lânguido olhar perdido em tristezas

Quem pensas que é para roubar de mim
O sentido de viver?
Minha pele descora com o brilho opressor da lua

A morte ao meu lado me envolve, dessa chaga
Ardente quero me libertar
Não passa de um devaneio de meu cérebro
Que em desconcerto é abatido...

Nas tuas mãos fui apenas uma marionete
Sufocou-me com ardor
Tirou-me toda a liberdade existente...

Agora que tu fostes de mim...estou vulnerável
Meu corpo é atraído pela dor deixada...
Luar de esquecimento faça todas
Essas lembranças
se apagarem...

Em paz quero deixar essa terra que tudo me tirou...

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Cólera Infernal

Destrancaram a cela perdida
Agora estou à solta...
Estou sendo guiado por sentimentos impuros

Num mundo onde o pecado tomou conta,
É o lugar perfeito para disseminar minha cólera...

Infectando até a última criatura...
Ninguém sairá vivo deste inferno...

[Nenhum caminho te salvará]

Raça imunda chamada "ser humano"...
Vocês são minhas presas favoritas...
O desejo culmina com a vontade de matar

[Ninguém se salvará]

Sigam em frente, corram até o fim...
De nada adiantará, a decadência não perdoa
Agora apreciem o caos ao redor...
Todos verão o fim...

Meu prazer é ver o medo alheio
Quanto mais imploram pela vida, mas
Satisfação sinto em destruir...

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Planeta Furtarez

Lugar mágico embebido
De fantasias e sonhos
Emoções e sentimentos profundos
Que motivam a alma...

Esconderijo de paz onde
Me encontro com meu âmago
Escapando da banalidade do mundo real,
Quero continuar voando neste céu vívido

Envolvida por sensações inacreditáveis
Continuarei aqui por mais um tempo...
Purificando este meu coração tumultuado
Por energias pesadas

Aqui não há solidão, existe uma deliciosa
Liberdade que me faz flutuar e descobrir
Que ainda é possível mudar o que os terráqueos
Chamam de imutável...

Experimentando um pouco de emoção
Ao invés da razão

Permitindo ser contagiada pelo doce amor...
Vivendo a arte de transformar a dor em felicidade

[Construindo o real significado das coisas]

Mundo Distorcido

Mundo distorcido, velado por mentiras
Que ofuscam a verdade temida...
Humanos que se assemelham a seres bestiais,
Destroem sua própria espécie voluntariamente

Maquiavelicamente transformam o ódio
Em essência para ferir e dissimular
[Até quando vão viver subjulgando?]

Aos poucos o restante de sanidade e cadência
Que possuem está se esvaindo...
Convulsivamente questionamos
Nossas derrotas e existências...

Não há pra onde fugir, fomos tomados
Pela mediocridade que ronda incessantemente...

Estamos encarcerados
Neste mundo
esmagador...

Regidos pela lei do mais forte, esse é o fardo
Que inevitavelmente carregamos
Vivemos o dilema de quebrar nossos próprios
Limites ou ficar para trás...

Optar entre dissimular ou ser sincero
Temos de escolher a todo instante...
É preciso despertar os olhos da alma, ou
Ficaremos eternamente ludibriados...

Só o tempo mostrará o futuro deste mundo incerto
Enquanto isso vamos continuar a existir neste teatro
Admitindo uma postura cética